terça-feira, 19 de abril de 2011
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Com a chegada do verão, os moradores de regiões periféricas já começam a preocupar-se com as chuvas. Não há bolsa família que resolva problemas dessa “natureza”. Culpar o acaso parece ser a melhor solução quando os alagamentos e desabamentos provocam a destruição de casas, vidas e jogam na condição de indigência diversas famílias. Para acabar com desigualdades, não basta introduzir excluídos sociais em categorias de consumo, mas criar condições de evolução humana a cada indivíduo.O que está em questão não é salvação do planeta, pois este continuará aqui, mas a criação de condições sustentáveis para nossa existência. As mudanças climáticas alteraram a configuração urbana, o comportamento social e cria novas formas de exclusão. As regiões periféricas sofrem com a ausência de infraestrutura, violência, trafico de drogas, condições sanitárias, insegurança alimentar e abrigam grande parte da população sem acesso adequado à educação e saúde.
A ausência de políticas públicas, para desenvolvimento urbano dessas regiões, potencializa os efeitos das mudanças climáticas que alteram significativamente a vida das pessoas que habitam áreas de risco. É vergonhoso grande parte da população brasileira viver em regiões onde o asfalto é o único elemento de infraestrutura urbana. As pessoas e regiões mais afetadas pelos impactos ambientais estão esquecidas pelo Estado, que adota medidas paliativas para a solução de desastres ambientais.
O Brasil precisa ser mais eficiente e responder aos anseios da população com força equivalente a sua grandeza. É preciso pensar e implementar soluções para essa nova realidade ambiental, observando o homem como elemento central desse processo – pois sofre os impactos dos desequilíbrios naturais provocados por suas próprias ações. Com o novo ano virão “novos” governos, representantes populares e possibilidades. Espero que venham também ações de enfrentamento sustentável dos problemas nacionais, da verdadeira inclusão social e do reconhecimento de cada indivíduo dentro desse processo sinérgico de evolução humana.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
No apaga
r das luzes do dia 15 de dezembro, o Senado Federal aprovou, em votação simbólica, emenda à Resolução nº 65 de 2010 do Senado Federal, que efetiva 06 ocupantes de cargos comissionados, nessa condição desde o período anterior a Constituição de 1988. Lotadas em gabinetes, foram exoneradas com o fim dos mandatos de seus respectivos Senadores e renomeadas, logo em seguida, pelo bom relacionamento mantido na casa.
Com isso, fica claro que a política, através de suas estruturas, pode mudar o mundo jurídico e por sua vez mudar o mundo real. Essa alteração jurídica de favorecimento a apadrinhados políticos é no mínimo uma disfunção da política, para não dizer uma vergonha e desrespeito com quem se qualifica para atuar na sociedade de forma legítima e merecida. Enquanto muitas pessoas dedicam-se para disputar uma vaga em um dos concursos mais disputados do país, um clube de amigos é conduzido às vagas sem nenhum esforço, demonstrando que a formalidade e a legalidade suprimiram a moralidade.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Com a aproximação do final do ano é natural querer avaliá-lo e fazer um balanço de nossas vidas. Diante desse sentimento, quase natalino, estive pensando em como avaliar as realizações desse ano na minha vida. Percebi que o aumento da capacidade de consumo, obtido com o trabalho, nos dá uma sensação de realização. Lembrei-me, então, das pessoas que sentiam-se realizadas não pelo que consumiam, mas pelo que faziam. Com isso, ficou claro que viver no atual modelo capitalista e consumista alterou, paulatina e significativamente, o comportamento social.As mudanças não representam novos valores, mas modos adaptados a essa configuração social. As pessoas, que no passado sentiram-se realizadas por seus feitos, teriam, na época atual, recompensas materiais como reconhecimento e realização. É natural que o trabalho, como elemento de construção da sociedade, seja o responsável por contribuir com realização do homem social.
Quantos, no passado, atribuíam a si trabalhos realizados por outros? Quantos, hoje, esbanjam capacidade de consumo sem poder fazê-lo? Observando essas questões, vejo que não há disfunções na busca da realização pessoal apenas no momento atual. Por isso, é preciso ter cuidado ao avaliar se a capacidade de consumo condiz com a de produção (intelectual, material, serviços), pois esse é o equilíbrio necessário que contribui para a realização pessoal.
Esses questionamentos e avaliações são possíveis porque conseguimos medir o tempo, já que controla-lo seria impossível. Chegar ao final de mais um ano pode dar a sensação de dever cumprido ou de que teremos mais trabalho, isso depende de como nos comportamos. A avaliação anual precede uma maior, que é a da nossa vida. Diante disso o melhor é poder olhar para trás e verificar que evoluímos, a cada ano. Para aqueles que ainda não têm esse sentimento, existe um ano novinho se aproximando para corrigir, acertar e continuar avançando no processo de desenvolvimento.
sábado, 27 de novembro de 2010
O conflito direto entre as forças de segurança pública e as facções criminosas no Rio de Janeiro deverá ser seguido por uma atuação mais importante: o aparelhamento dessas comunidades com a presença do Estado. Quando o domínio territorial for retomado pelo governo, a batalha pela inclusão cidadã dos moradores dessas regiões será o maior desafio do governo local. A atuação da polícia está resgatando a credibilidade dessa instituição, prova disso é a aceitação popular da sua atuação. O respeito aos agentes de segurança promove valorização das corporações e gera um resultado sinérgico muito positivo para as organizações de segurança pública. Confiabilidade, valorização e reconhecimento podem reduzir a corrupção no setor de segurança.
O objetivo dessas ações e a retomada de territórios, agora dominados pelo tráfico, para redução da criminalidade e inserção dessas comunidades aos serviços do Estado. A conquista física dos territórios é o primeiro passo, a manutenção de condições estáveis para a entrada de serviços públicos é a próxima etapa. Com a entrada de serviços públicos e a organização dessas regiões como: ordenação territorial para dar um endereço a cada morador; acesso a educação; instalação de postos de saúde; regulamentação das atividades comerciais; promoção de um sistema de transporte adequado à realidade das comunidades; entre outras atividades – representará a maior conquista do Governo e da sociedade.
A atuação das forças estatais, nesse episódio, causa transtornos à população, que fica no meio do fogo cruzado. Passar por esse desgaste sem a retomada definitiva da organização social pelo Estado pode gerar uma enorme decepção e descrença dos afetados, que desejarão o retorno do antigo modelo oferecido pelas organizações criminosas. Diante disso, a atuação governamental tem de promover soluções consistentes para resgatar definitivamente essas comunidades que viveram e vivem a margem do Estado Democrático de Direito.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Os conflitos globais sempre ocorreram e vão continuar. As implicações da guerra cambial e os seus resultados são desconhecidos - mas é muito importante que continuemos como protagonistas nas negociações globais. Sabemos que os impactos econômicos da emissão de US$600 Bilhões - para compra de títulos pelos Estados Unidos - provocará alterações significativas na economia mundial. A China continuará com sua moeda desvalorizada para seguir como parque industrial do planeta e manter o ritmo de crescimento da sua economia. As duas superpotências globais enfrentam seus problemas aplicando mecanismos e instrumentos sem levar em consideração as implicações em outros países. Com isso, percebemos que o Brasil precisa se ajustar a esse cenário e buscar soluções adequadas para enfrentar a guerra cambial. Manter o ritmo de crescimento, diante desse antagonismo econômico entre as nações, é requisito necessário para o Brasil emergir como potência. Alcançar esse protagonismo global será o desafio da nossa nova presidente por isso desejo-lhe sorte, pois queiramos ou não estamos todos com ela!
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Hoje, ao acordar, tinha planos para minha manhã, que naquele momento representava o meu futuro – porém ao longo da manhã (no presente) não consegui realizar tudo o que havia planejado e no final dela percebi que tudo já era parte do passado.
Quanto mais diminuímos o intervalo cronológico entre espaços temporais, mais forte é a noção de interligação entre o passado, presente e futuro – esse dinamismo nos faz imaginar que podemos vivê-los concomitantemente. Essa idéia de junção do antes, do agora e do depois deixa claro que o tempo é um espaço em que podemos existir e “experienciar” nossas projeções mentais.
Continuo não conseguindo controlar o tempo, e isso é obvio, porém começo a enxergá-lo de outra forma, talvez como um mecanismo de defesa.
